
Quando estamos em cima do muro para tomar uma grande decisão, observamos os acontecimentos em nossa volta para tentar encontrar algo ou alguém que ajude-nos a escolher um lado e pular com segurança. Ontem, conversando com um amigo determinado a deixar tudo para trás e tentar a sorte em algum canto do planeta, meio sem rumo e sem objetivo, recebi dele a sugestão de conferir o filme “Na Natureza Selvagem”, com roteiro adaptado da obra literária de Jon Krakauer. Perguntei se o filme era triste ou alegre, e ele me garantiu que de um certo modo traria mais felicidade do que tristeza.
Hoje, sob um frio londrino acompanhado por uma fina garoa, fiz questão de ir sozinho a pé até o cinema e assistir o filme recomendado. Diante dos comentários do meu amigo, imaginava ser um road movie empolgante ou romântico, que pudesse me contagiar na busca de novas histórias de acostamento e tomar atitudes sem tanta preocupação com o futuro das coisas.
Contrariando minha expectativa, “Na Natureza Selvagem” é um filme comovente e triste, que conta a história do jovem Christopher McCandless em busca de um propósito não muito bem definido de viver uma experiência autêntica de autodescoberta no meio do Alaska. O personagem se afasta voluntariamente do convívio em sociedade, trocando a humanidade pela natureza somente para ser derrotado impiedosamente por esta.
A intenção do filme não é mostrar McCandless como um herói contemporâneo ou exemplo de atitude para jovens revoltados contra a sociedade e o sistema. É apenas o relato de uma experiência de vida real, que mostra tanto o lado gentil e corajoso da pessoa, quanto sua faceta mais cruel e egoísta. Lamentavelmente, seu rancor desmedido pelo próprio passado (que soa como uma crise imatura diante dos problemas reais e gigantescos enfrentados por tantas outras pessoas) acaba tornando-o cego para o que há de bom em sua vida, transformando-o num jovem que leva tudo excessivamente a sério e sem criar raízes onde quer que seja.
Felizmente, a história de McCandless apresenta-nos duas importantes lições para a vida, que ajudaram a reforçar meus valores antes de eu tomar qualquer decisão precipitada. A primeira, é que para descobrir o verdadeiro sentido da vida, uma pessoa tem buscar a resposta por conta própria e que talvez a melhor forma de descobrir isso seja viajando sozinho, guiado apenas pelo seu instinto. Já a segunda, embora McCandless inicialmente pregasse que a felicidade não pode ser encontrada nas relações humanas, toda a trama do filme e o próprio personagem no final demonstram que este tão desejado estado de espírito só é real quando compartilhado com outras pessoas.
Hoje, sob um frio londrino acompanhado por uma fina garoa, fiz questão de ir sozinho a pé até o cinema e assistir o filme recomendado. Diante dos comentários do meu amigo, imaginava ser um road movie empolgante ou romântico, que pudesse me contagiar na busca de novas histórias de acostamento e tomar atitudes sem tanta preocupação com o futuro das coisas.
Contrariando minha expectativa, “Na Natureza Selvagem” é um filme comovente e triste, que conta a história do jovem Christopher McCandless em busca de um propósito não muito bem definido de viver uma experiência autêntica de autodescoberta no meio do Alaska. O personagem se afasta voluntariamente do convívio em sociedade, trocando a humanidade pela natureza somente para ser derrotado impiedosamente por esta.
A intenção do filme não é mostrar McCandless como um herói contemporâneo ou exemplo de atitude para jovens revoltados contra a sociedade e o sistema. É apenas o relato de uma experiência de vida real, que mostra tanto o lado gentil e corajoso da pessoa, quanto sua faceta mais cruel e egoísta. Lamentavelmente, seu rancor desmedido pelo próprio passado (que soa como uma crise imatura diante dos problemas reais e gigantescos enfrentados por tantas outras pessoas) acaba tornando-o cego para o que há de bom em sua vida, transformando-o num jovem que leva tudo excessivamente a sério e sem criar raízes onde quer que seja.
Felizmente, a história de McCandless apresenta-nos duas importantes lições para a vida, que ajudaram a reforçar meus valores antes de eu tomar qualquer decisão precipitada. A primeira, é que para descobrir o verdadeiro sentido da vida, uma pessoa tem buscar a resposta por conta própria e que talvez a melhor forma de descobrir isso seja viajando sozinho, guiado apenas pelo seu instinto. Já a segunda, embora McCandless inicialmente pregasse que a felicidade não pode ser encontrada nas relações humanas, toda a trama do filme e o próprio personagem no final demonstram que este tão desejado estado de espírito só é real quando compartilhado com outras pessoas.
Agradecimentos :
Escrito por Jeferson Jess